quarta-feira, 21 de julho de 2010

Férias escolares

O nome do texto seria: Férias escolares, horror dos pais, alegria dos pequenos, mas, eu seria um pouco exagerada (coisa que sou mesmo) e um pouco cruel (não gosto de ser).
Então, decidi apenas contar as aventuras que eu e meu pequeno estivemos, estamos e estaremos passando até o final de julho.
No ano passado o Mauricio não teve férias escolares, pelo trabalho, decidi pagar o curso de férias da escola e ele ficou o mês inteiro indo para escolinha, ele também era muito pequeno, 1 ano e 4 meses e não aproveitaria tanto as férias como tem feito neste ano.
Na primeira semana, entrei em pânico, comecei a fuçar os sites das livrarias Cultura e da Vila para ver as programações de férias para os pequenos, o problema é que a maioria dos eventos é direcionado à crianças acima dos 3 anos, anotei os poucos eventos para os pequeninos e fucei então os sites dos shoppings para verificar as programações, nada muito especial, alguns apresentam contadores de histórias, outras teatros de fantoches, mas, de novo as melhores programações são para os maiores.
Fui então olhar as programações dos teatros, maravilha, várias peças direcionadas aos pequenos, abaixo dos 3 anos, o único problema é acima dos 2 anos eles pagam INTEIRA, isso quer dizer, tão pequeno e pagando R$ 34,00 para assistir uma peça de teatro, mais R$ 34,00 da mamãe claro, contando estacionamento do shopping, mais lanchinho, suquinho, sairia uma tarde de R$ 100,00 para ficar 1 hora dentro de um teatro, pulei fora.
Parques são a melhor opção para eles, o problema foi o tempinho horroroso que fez nas ultimas semanas, aquele frio e aquela névoa que nos deixou presos em casa assistindo dvd's dos backardigans, Hi5, Cocoricó, Mickey e etc...
Enfim, nesta semana o sol saiu e parece que assim pretende ficar até o final do mês, abri minha agenda e li todos os eventos que havia anotado, enviei emails para algumas mães em solidariedade à essa fase e estou tentando reunir algumas para uns programas diurnos, em troca, recebi outros emails sugerindo novos programas, soube até que tem teatro dentro do Parque da água Branca, todas as manhãs às 11hs, nem sabia disso e tão perto de casa.
É cansativo, trabalhoso e às vezes estressante sair com o pequeno para as programações, mas, quando vejo a carinha dele todo feliz e correndo na rua, no shopping ou no parque, tudo compensa e o meu coração já fica apertado em saber que em duas semanas ele voltará para a escolinha.
É a vida!
Bjoo

terça-feira, 29 de junho de 2010

Mamãe vai me dar uma irmazinha...

Quem conhece essa música do Palavra Cantada? Algumas mães com certeza conhecem, é uma música que fala sobre a chegada do irmão(irmã), cantada por uma criança um pouco descontente e confusa em torno deste novo membro familiar.
Em uma parte da música a criança canta: Papai diz que é ruim ficar sozinho e tudo que é meu será dos dois, até mamãe e papai de nós dois...
Pois é, o Mauricio vai ganhar um(a) irmãozinho(a), estou grávida de 3 meses e ele não entende muito sobre isso, às vezes aponto para minha barriga e falo: Filho, você sabia que tem um bebê aqui dentro da barriga da mamãe? Ele simplesmente desconversa, muda de assunto.
Acho que é cedo para ele entender isso, ainda mais com uma barriga tão pequena, quem sabe quando eu estiver com barrigão e o bebê chutando ele entenda melhor.
No começo da gravidez senti uma coisa estranha, uma sensação de que talvez o Mauricio não fosse gostar muito da idéia de dividir seu mundo com outra criança e até mesmo o amor do papai e da mamãe, também fiquei com medo de que ele se sentisse rejeitado ou traído, quando eu chegasse em casa com outro bebe no colo.
Mas, no fundo, o que eu quero dar à ele é um irmão(ã), alguém com quem ele possa contar, confiar, amar, dividir.
Para mim, um irmão é um presente de Deus, que nossos pais são encarregados de por no mundo. Não sei como é ser filho único, afinal, tenho 3 irmãos, sei o que é poder dividir sua vida com outra pessoa, desde cedo, brincar, ir para escola juntos, fazer bagunça, brigar por qualquer coisa, sofrerem juntos com a perda de um ente querido ou uma separação, dividir aniversários (quando muito próximo), dividir o animal de estimação, dividir a atenção dos pais, dormirem juntos por medo do escuro...
Ter um irmão é maravilhoso e tenho certeza que o Mauricio, com o tempo, vai amar e reconhecer o valor de dividir sua vida com outra criatura semelhante à ele.
Esse é o bem mais valioso que eu posso deixar de herança para o meu filho.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ser mãe é padecer no paraíso


Queridas amigas,

Estive pensando muito nesta frase na última semana, resolvi então pesquisar no "santo google" o que ela significa e para minha surpresa, quando escrevi: "padecer no paraíso", aparecem milhares de blogs de mães desesperadas, contando suas aventuras, desventuras e agruras em torno da maternidade. Em nenhum dos textos relacionados à frase "padecer no paraíso" existia um contexto de felicidade sem fim.

Em cada blog que entrava, me desesperava, elas começavam escrevendo calmamente e daqui a pouco, 2, 3, 4 palavrões em seguida nos textos, achei melhor parar de ler e procurar somente a palavra: PADECER e achei os seguintes significados:

Sofrer, sentir dor, suportar, ser atormentado, martirizado, afligido, ser vítima de violência física (ops), estar doente...

Se padecer é tudo isso acima, como é padecer no paraíso?

É estar a beira da morte num lindo jardim florido?

É tomar chibatadas ao lado de uma linda cachoeira num dia de sol e uma brisa suave passando?

É ser atacado por um tubarão em meio à um cruzeiro na Grécia?

Enfim, "padecer no paraíso" é bom ou ruim?

Agora volto a me lembrar dos blogs das mães desesperadas e começo entende-las, elas queriam dar um sentido ao "padecer no paraíso" e como não conseguiram, ficaram frustradas.

Se ser mãe é padecer no paraíso, então, ser mãe é sofrer todos os dias num lugar lindo (provavelmente a sua casa).
Sentir dor no lugar do seu filho. Ser atormentado pela febre que ele sente de vez em quando. Martirizada por não ficar tanto tempo com ele como deveria. Afligida por deixá-lo na escolinha chorando.
Ser vítima de violência física quando ele joga um brinquedo na sua cara pensando que está brincando.

Ser mãe é estar o tempo todo doente, doente de amor!


segunda-feira, 31 de maio de 2010

A ajuda da vovó

Meu filhote já está com 2 anos e 2 meses, esta semana parei para fazer uma retrospectiva desde o nascimento até agora, em como minha vida mudou, nas minhas escolhas em virtude dele e o impacto disso tudo na minha atual situação.
Sempre quis ter filhos e continuar trabalhando, nunca quis abrir mão da minha carreira, do meu dinheiro, do meu lugar ao sol, mas, quando Mauricio nasceu, percebi que a logística não era tão fácil assim, fiquei um tempo fora do mercado para poder realocar minha vida e minha rotina, neste momento o apoio da minha mãe foi fundamental.
Como já disse antes, fiquei com Mauricio em casa até ele completar 1 ano e 2 meses, então, voltei a trabalhar.
Sempre fui contra deixar a criança o dia todo no berçario, apesar, desta ter sido minha única opção quando ele tinha 4 meses.
Apesar da minha resistência com as babás, sou muito mais a favor delas do que de berçarios quando o bebê é muito novinho (menos de 1 ano), mas, nem sempre encontramos pessoas boas e de extrema confiança.
Minha mãe ofereceu sua ajuda no momento certo, eu precisa voltar a trabalhar e ela se ofereceu a ficar com o Mauricio na minha casa.
Eles estão juntos há 1 ano e só eu sei o alívio que eu sinto em sair de casa e saber que ele está com a avó, sendo mimado, bem cuidado e amado.
Algumas crianças que crescem criadas pelas avós, são insuportávelmente mimadas, claro que eu tenho medo do meu se tornar uma criança assim, mas, estou sempre perto e não deixo a vovó dar muita canja, apesar dela adorar fazer os gostos dele.
Sou muito grata por ter tido essa ajuda maravilhosa, gostaria muito que todas as mães pudessem ter essa sorte de ter a mãe por perto, é uma dádiva de Deus.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Desfraldar não é tão e fácil...

Desfraldar não é tão fácil como eu achava, mas, não tão dificil também, apenas trabalhoso, requer muita paciência e dedicação, mas, vale a pena.
Decidi desfraldar o Mauricio com 2 anos e 1 mês, o pediatra me alertou: Não precisa ser agora, mas, se tirar, tire de uma vez.
Pensei durante uma semana e não tinha porque esperar mais, tirei a fralda, tentava o peniquinho e nada, ele guardava os carrinhos no penico, então comprei aquele assento de privada, colocava ele lá por alguns segundos e ele já queria pular, eu deixava, ele fazia xixi na sala, um horror, como o pediatra me disse eu apenas deveria falar: Filhinho não é aqui, vc errou, mas da próxima vez vc acerta e deveria mostrar o vaso sanitário pra ele. Aja paciência!!
Então lá fui eu fazer xixi pra ele ver, ele ria me vendo sentada e eu batia palmas pra mim mesma depois de terminar, o papai também teve que fazer xixi sentado, essa foi a parte mais engraçada rsrs, bati palmas para o papai claro.
Em 3 dias fazendo xixi e cocô pela casa, só acertando no vaso em pouquissimas vezes, introduzi a "barganha", toda vez que ele fizesse xixi no vaso ganhava uma bala do mickey (aquelas balas de gelatinha com a carinha do Mickey), pronto, ele passou a fazer xixi no vaso em todos os momentos.
Passada 1 semana, percebi que ele aperta o pipi quando quer fazer xixi, então o levo direto pro banheiro, não fico perguntando, pois, ele sempre responde: NÃO quando pergunto.
A maior aventura que fiz, foi levá-lo ao shopping sem fraldas, levei apenas 1 cueca, 1 calça e 1 par de meias na bolsa.
Logo que chegamos ao shopping, o levei no banheiro, mas, fiz tudo errado, deixei com o que o meu marido tentasse faze-lo mijar de pé (ridículo, ele mal aprendeu a fazer xixi sentado e meu marido já queria que ele fizesse em pé), pois bem, ele não fez xixi e assim que saímos do banheiro ele se mijou inteiro.
Voltamos pro banheiro, eu soltando fogos pelas orelhas, troquei a roupa dele, fomos jantar, ele tomou 200ml de suco no jantar, então, logo que terminamos o levei no banheiro (deveria ter esperado um pouco), ele fez xixi no vaso, bem bonitinho e então fomos para uma loja de brinquedos, fazia uns 15 minutos que ele estava brincando e pronto: Mijou muito, molhou toda a calça, o piso da loja, o tênis, tudo!!
Tive que tirar a roupa dele, pagar o estacionamento e levá-lo embora só de camisetinha com o pintinho de fora. Tadinho!!
Agora aprendi que se for pra sair com ele sem fralda, tem que levar pelo menos uma parte do guarda-roupa rsrs.

terça-feira, 13 de abril de 2010

O que a Super Nany me ensinou.

Desde antes de engravidar, eu adorava assistir aquele programa "Super Nany", eu assistia mesmo antes do SBT ter sua própria Super Nany, gostava e gosto ainda daquele programa que passa no Discovery Home & Health.
Aprendi tantas coisas sobre como lidar com as birras, malcriações, ataques de fúria, incentivo a se alimentar e outras coisas.
Mas, na prática é um pouco diferente, acabamos nos esquecendo dos ensinamentos da super babá e nos envolvemos em nossa própria rotina, nossos problemas e vamos assim levando.
Uma coisa que tenho como compromisso com Mauricio é a nossa rotina, acredito que crianças precisem de rotina, mesmos horários todos os dias para comer, sair, brincar, banho, dormir, com algumas exceções.
O castigo também funciona, desde que ele fez 1 ano, quando fazia algo errado, era alertado, se repetia ia para o castigo, um cantinho no canto da sala. Até hoje ele evita ir para o castigo como se fosse a pior coisa do mundo ficar sentado no cantinho.
Essa semana, assistindo ao programa, aprendi algo novo sobre brincadeiras, ela ensinou que os pais devem introduzir as brincadeiras com seus filhos, no tapete, no chão, no sofá, onde quer que seja, você deve sentar e brincar com a criança por alguns minutos e depois deixa-la brincando sozinha ou com seu irmão.
Percebi que fazia muito isso quando o Mauricio tinha menos de 2 anos, mas, estava deixando de fazer, achando que ele poderia brincar sozinho com a quantidade enorme de brinquedos que tem.
Eu apenas estava espalhando os brinquedos pela sala e o deixando lá, perdido no meio dos brinquedos.
Quando vi o programa é como se tivesse apertado um botão de alerta na minha mente, dizendo: olha, seu filho sempre vai precisar que esteja ao lado dele e não são os brinquedos o mais importante e sim a brincadeira.
É por isso que eu adoro a Super Nany.

sábado, 3 de abril de 2010

Os mais legais programas infantis


Desde que o Mauricio fez 6 meses de idade, eu tive uma necessidade louca de sair com ele por aí, talvez pra desfrutar o tempo que fiquei trancada com ele em casa enquanto era muito pequenino, talvez para exibi-lo ao mundo e ouvir as pessoas dizendo: que lindinho! Puro orgulho de mãe.
Dos 6 meses até 1 ano, nossos passeios eram dos Parques, um deles era bem especial, pois, tem um gramado lindo e vários bebes deitados com seus pais tomando sol, o Parque Burle Marx no Morumbi, eu adorava ir até lá com o Mauricio.
O parque da Água Branca se tornou nosso favorito a partir do primeiro ano, ele já andava, então, o mais legal era ve-lo correr atrás das galinhas que vivem soltas neste parque, olhar os peixes do lago e brincar no carrossel ou nos carrinhos que ficam à disposição dos visitantes na parte de brinquedos do parque.
O parque Villa Lobos descobrimos um pouco tarde, por volta de 1 ano e 9 meses, começamos a levar o Mauricio para andar de bicicleta lá, o pai em uma bicicleta com ele no cadeirão e eu em outra, cambaleando, pois, há quase 15 anos eu não andava de bicicleta.
O Villa Lobos tem uma parte muito legal de grama e brinquedos que só descobrimos na 4a. vez que estivemos por lá, hoje é nosso segundo favorito.
Por incrivel que pareça, nunca levamos o Mauricio no Parque Ibirapuera, o maior da cidade, talvez por ser um pouco mais longe de casa.
Shopping Center, que atire a primeira pedra quem nunca levou o filho num shopping, pelo menos quem mora em São Paulo.
Não adianta, Shopping não é o melhor lugar para levar uma criança com menos de 1 ano, mas, a comodidade de saber que tem um fraldário a poucos metros de você, estacionamento, segurança, drogarias e lojas infantis, além das lojas de brinquedos e livrarias que os pequenos se esbaldam em brincar. Quem resiste?
No shopping West Plaza tem o Playland, o Mauricio vai sempre lá pra brincar e no Shopping Bourbon tem a livraria Cultura, toda vez que vamos até lá, ele sai com um livro novo.
As livrarias são boas opções para levar crianças maiores de 2 anos, antes disso eu já levava, mas, as chances de eles fazerem um bom estrago lá dentro são maiores.
A livraria da Vila, que fica na Fradique Coutinha na Vila Madalena é ótima opção, além do espaço infantil com mesinhas e cadeiras, tem contadores de história todos os finais de semana às 16hs.
Circo, maravilhoso. A primeira vez que o levamos foi quando ele estava com 1 ano e 10 meses, ele ficou às 2hs sentado no meu colo, impressionado com os palhaços e com os acrobatas.
Ouvi falar de "fazendinhas" que existem dentro de São Paulo, onde levamos as crianças para passarem o dia, lá tem diversos animais, muitas crianças e algumas brincadeiras, uma delas fica na av. Washington Luis, depois do aeroporto de Congonhas e está no nosso calendário de programas para o mês de abril.
Zoológico, apesar de lindo, o passeio tem que ser feito bem cedinho, se for perto da hora do almoço, além da lotação de pessoas, o calor insuportável faz com que o passeio fique prejudicado e os bichos se escondam atrás de suas árvores ou cavernas.
Praia. Qual a criança que não gosta de praia? Até os 2 anos o meu tinha medo do mar e um pouco de nojo da areia, mas, agora ele adora, levamos aqueles brinquedinhos de areia e procuramos praias onde a areia é batida e o mar calmo, como Juquehy no litoral Norte.
Os parques como: Playcenter, Parque da Monica (que fechou temporariamente), Parque da Xuxa, Hopi Hari ainda não estão nos nossos planos, muita bagunça, muito barulho e muito caro, para uma figura ainda tão pequenina.
Bjoo