domingo, 21 de setembro de 2014

Nada pior que uma mãe ótima.

Faz quase um ano que não escrevo nesse blog, Mauricio já tem 6 anos e Valentina 3, essa semana, um assunto me fez voltar a escrever:

As ótimas mães.

Pensei em apelida-las de super mães, mas, elas não merecem, porque super mães são aquelas que trabalham o dia todo, chegam em casa, fazem comida, ajudam nas tarefas escolares, contam histórias antes de coloca-los na cama, super mães são aquelas que tem filhos especiais e se desdobram nas tarefas de cuidar de uma criança especial, super mães são aquelas que tem muitos filhos e muitas tarefas ao mesmo tempo ou as mães solteiras que criam seus filhos sem ajuda.

Você deve conhecer uma ótima mãe em sua turma, eu mesma já tentei ser uma delas, mas cedi, não aguento competitividade em excesso e também não gosto de julgar todo mundo.

Você reconhece uma ótima mãe geralmente pelo jeito que ela fala dos filhos dela: são ótimos, educados, comem todos os vegetais e algumas vezes sofrem abuso das crianças mau educadas espalhadas pelo mundo.
Em seguida vem o discurso de como ela se dedica aos filhos, é a mãe mais dedicada do mundo, mais apegada, ninguém ama mais seus filhos do que ela mesma ama os seus.
Ela está sempre pronta para metralhar toda e qualquer mãe. Todas as mães tem defeito aos seus olhos, menos ela. Aquela fulana não se importa com os filhos, aquela outra trabalha demais e nem precisaria trabalhar tanto, acho que foge das responsabilidades de ser mãe, aquela outra deixa tudo na mão da babá é um absurdo, aquela se preocupa mais com o corpo do que com a saúde da criança, aquela outra viaja sem os filhos é uma egoísta, aquela dá refrigerante, aquela dá fritura, a outra dá açúcar, aquela não sabe cozinhar, aquela não amamentou até os 2 anos... aquela, aquela, aquela.

Elas odeiam as mães que terceirizam suas tarefas às babás, avós, escolas, essas são consideradas as péssimas mães.

Quando o alvo não é na outra mãe, vira-se para os filhos delas: Aquele moleque é mal educado, aquele moleque é uma peste, você vai ver quando crescerem, não quero meus filhos perto deles.

Como já disse, eu tentei ser uma ótima mãe no passado, mas é muito difícil ser uma delas, não quero mais, quero apenas ser uma boa mãe para os meus filhos, julgar menos a vida dos outros, os filhos dos outros.
Tenho direito de escolher a amizade dos meus filhos enquanto são pequenos e protege-los, mas tento faze-los ver em todas as pessoas as diferenças e entenderem que ninguém é melhor que ninguém, cada um tem o seu melhor.

E posso afirmar que as más mães (aos olhos das ótimas), são muito mais divertidas do que as ótimas mães, porque são leves, se perdoam e vivem.



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Somos todos diferentes.

Mauricio vai completar 5 anos daqui um mês e já faz alguns meses que ele me faz o seguintes questionamentos:

Mãe por que tem gente que anda de cadeiras de rodas?

Por que tem gente que não enxerga, que não fala, que não ouve?

Por que um anão é anão?

Por que aquela mulher tem voz de homem?

Por que aquele homem está vestido de mulher (no caso de um travesti)?

E eu pareço um alvo no meio de um tiroteio, muitas vezes não sei o que responder, faço rodeios, mudo de assunto.

Certo dia ele me disse:

Mãe, minha amiga é muito bagunceira, ela joga comida pra cima quando come e fica me agarrando. (se referia a sua amiga de classe com síndrome de down).

Eu disse: Filho, ela é mais nova que você. (fugindo do assunto)
Não mãe, ela tem 5 anos.

Enrolei, enrolei e não contei sobre o que é a síndrome de down, achei muito cedo, fiquei com medo que ele não entendesse a a excluísse por ser diferente.

Outro dia ele viu um travesti na televisão, muito feminino, cabelos longos e loiros, bem maquiado e com nome de mulher, eu mesma estava convencida de ver uma mulher na televisão quando Mauricio me perguntou:

Mãe, porque esse homem está vestido de mulher?

Ele tinha 4 anos e meio e eu achei muito cedo para explicar que algumas pessoas nascem assim, ou optam por ser assim, ou qualquer outro discurso politicamente correto. Escolhi ir por um caminho que os psicólogos me matariam:

Filho, é uma mulher!
Ele me olhou incrédulo e eu emendei:
Por que você acha que é um homem? Ela se chama Ivana! (No programa repetiam o nome da Ivana a todo momento).
Ele me disse: Hummm, ela é estranha, parece um homem vestido de mulher.

Mudei de assunto.

Alguns meses depois, ele olha a Maria Gadu cantando na TV e me questiona:

É menino ou menina?
Eu sem pestanejar: Menina.
Mas por que ela tem voz grossa e um jeito de menino?
Eu: Porque ela é assim, existem várias mulheres como ela, com voz grossa e que gostam de se vestir assim, existem também vários homens com a voz fina.

Somos todos diferentes filho.
É mesmo né mãe, somos todos diferentes, igual a minha amiga (citou a amiga com síndrome de down). Nós somos diferentes e não tem problema nenhum né mãe?

Quando eu poderia saber, que ao invés de ter que explicar algo tão sensível, ele que me daria a resposta, mais simples do que um dia, eu poderia adivinhar.

Assunto encerrado.











domingo, 11 de novembro de 2012

Os defeitos dos filhos dos outros

Quando nossos filhos fazem birra, ou se comportam mal, dizemos que estão com sono, cansados, ou passando por uma fase.

Quando os filhos dos outros fazem birra e se comportam mal, dizemos que são mal-educados e mimados, e ficamos horas debatendo quais as falhas daqueles pais na educação de seus filhos, talvez sejam ausentes, ou muito presentes, talvez negligentes, ou falta uma boa palmada, criados pelos avós ou varias outras razões, enfim, perdemos um bom tempo discutindo a vida e a educação de outras famílias.

Se identificou? Não? Então, provavelmente você não é desse planeta.

Comparar nossa vida aos dos outros, faz parte do comportamento humano, vivemos nos comparando.
Quando temos filhos, isso fica tão evidente, porque nossos filhos são nossas crias, postas no mundo para serem melhores do que nós mesmos.
O problema está em quanto tempo perdemos observando a educação que outros pais dão para seus filhos e deixamos de olhar a nossa própria criação, muitas vezes somos surpreendidos com uma crítica, vinda de algum familiar, ou amigo próximo, porque dificilmente uma pessoa que não seja próxima, vai ter a coragem de criticar o filho de outra pessoa, assim, na cara.

Já ouvi críticas sobre meu filho e confesso: DÓI, dói ouvir de outra pessoa que seu filho tem um comportamento inadequado em alguma situação, a primeira reação que tive foi brigar com meu filho, depois, sentir raiva da pessoa que o criticou e em terceiro lugar, vergonha.

É claro que essa raiva da crítica é momentânea, uma raiva misturada a vergonha. Por que ele não deu o tempo de eu ver o que o meu filho estava fazendo? Por que ele tomou a frente? No mínimo queria mostrar que seus filhos são mais educados que os meus...
Bobagem.

Eu procuro tirar o melhor daquela crítica, afinal, toda crítica traz algo de bom. Isso é um ótimo exercício para filtrar a raiva e a vergonha.

Nossos filhos tem defeitos que muitas vezes só enxergamos após a crítica de alguém, muitas vezes acreditamos que aquele comportamento é normal e que não causa dano ao outro.

Hoje com dois filhos, eu tenho um que bate e outra que apanha, tenho que frear o instinto lutador do Mauricio para que não seja inconveniente "lutando" com outras crianças que não curtem esse tipo de brincadeira, ao mesmo tempo tenho que frear os filhos do outros que tentam as mesmas brincadeiras um pouco mais violentas, com a minha pequena Valentina. Dois pesos, duas medidas.

Evito a todo custo criticar ou ter que chamar a atenção de outra criança, principalmente quando os pais estão por perto, outro dia um troglodita de 5 anos tentando afogar o Mauricio na piscina, a mãe achando graça, porque ele é grande, mas tem apenas 5 anos, então, ele poderia afogar o meu, numa boa. Uma hora eu dei um berro: OOOOOO menino, pode parar com isso agora! Na frente da mãe dele, que fez cara de paisagem. Não gostei de ter que fazer aquilo, mas às vezes é inevitável.

Pra minha casa eu tento trazer o que vejo de melhor, porque, comportamentos bons podem ser copiados aqui.




terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Nao mexe com quem esta quieto. Ou mexe?

Com a chegada do segundo filho, você se dá conta de que esqueceu algumas coisinhas básicas, que você mesmo achou que nunca se esqueceria.

Relaxo? Sim, exatamente isso. Com a Valentina eu não tenho toda aquela atenção que eu tinha com o Mauricio, de ficar toda hora em cima da criança, vendo se está respirando quando esta dormindo (até os 6 meses), se ele dormia pouco eu procurava uma razão, se dormia demais eu também procurava uma razão. Enfim, no segundo a gente relaxa, sabe que um espirro não é o inicio de gripe e que uma picada de mosquito não é o fim do mundo.

Desde que nascem, eles exigem tanto a nossa atenção, que a partir dos 2 anos, se brincam sozinhos em um cantinho da casa, aprendi: NÃO MEXE COM O QUE ESTA QUIETO. Sim, porque ele estava brincando sozinho e se eu aparecia ou perguntava sobre o que ele estava fazendo, pronto! Eu era obrigada a entrar na brincadeira e os meus minutos de sossego, iam por água abaixo.

Beirando os 4 anos, Mauricio brinca muito sozinho, às vezes me preocupo, se fica mais de uma hora no quarto, peço licença pra entrar na brincadeira, SIM, porque agora nem sempre ele aprecia minha companhia, às vezes, eu o incomodo, exatamente com essas palavras: MAMÃE, VOCÊ ESTÁ ME INCOMODANDO. Triste.

A Valentina está na fase de ficar agarrada no meu pé o dia todo, por onde ando ela está atrás, outro dia olhando o que tinha pra comer na geladeira, fechei a porta e me virei, a derrubei, porque ela estava exatamente fazendo minha sombra.

Quando ela me dá uma folga e decide sair pela casa a desbravar, sinto um alivio, ufaaa, posso fazer uma ligação, ir no banheiro, comer algo (sem que ela fique gritando no meu pé) ou dar atenção pro Mauricio que ficou em segundo plano.

Apreciando esses momentos de folga, passei a deixa-la mais livre, desde que me dê os 5 minutos de folga, MAS, com 1 ano não da pra descuidar, nessa fase o melhor é  MEXA COM O QUE ESTA QUIETO, porque se o seu bebe de 1 a 2 anos esta quieto é porque esta aprontando algo.
Num desses 5 minutos de folga e liberdade para a pequena, a encontrei no quarto com a tampa de um remédio, pequenininha, na mão, o que daria um belo trabalho pra tirar da boca caso ela resolvesse tentar provar aquilo (e não me pergunte por que aquela tampa estava no quarto de uma criança).

Filhos dão trabalho mesmo.

Se ficam no seu pé o dia todo ou se não ficam, sua cabeça está sempre neles, o que estão pensando, o que estão fazendo, porque estão fazendo aquilo e porque se comportam daquela ou de outra maneira.
Não há fórmula mágica ou certa pra cuidar de um filho e cada filho é diferente, teria que haver uma fórmula para cada criança, já que todas elas são únicas no seu modo de agir e pensar.
Pai e mãe, como educadores, jamais relaxam, é um trabalho árduo e difícil, mas, muito prazeroso.
Os meus ainda são muito pequenos, fico imaginando: O que ainda vem pela frente?

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Livros para as mamães de primeira e segunda viagem.

Essa semana, organizando meus livros, encontrei alguns que já li quando estava grávida do Mauricio e reli quando estava grávida da Valentina, agora, provavelmente os entregarei para alguma amiga grávida aflita.
Quando você fica grávida pela primeira vez, milhões de dúvidas, expectativas, ansiedade, mau-humor, felicidade, uma mistureba de sentimentos que surgem graças aos nossos queridos e conhecidos: hormônios. Nesta fase, o mais sensato é aproveitar do tempo livre para ler, afinal, depois que o bebe nascer, você não terá tempo pra nada, digo: N A D A mesmo e sem querer desanima-la, os hormônios continuarão à toda, batucando como uma escola de samba na sua cabeça.
Dediquei um tempo das minhas gravidezes à leitura, sabe estes livros grandões que você vê pelas livrarias chamado BEBE, então, esse mesmo que eu achava um trambolho, é ótimo, lá ele explica todas as fases do bebe, o que faz com alguns dias, com alguns meses e até os 2 anos de idade, que horas mama, como dorme, o que come, o que faz com certa idade e até alguns conselhos de medicina.
Logo que Mauricio nasceu, eu acompanhava no livro as coisas que ele fazia e o que o pediatra falava e tudo se encaixava, eles mamam muito, dormem muito e choram pouco, até o 2o. mes de vida, depois (a maioria) mama mais ainda, dorme um pouco menos e chora mais e então a partir do 6o. mês, mamam menos, dormem menos de dia, choram menos e você consegue com sorte, dormir uma noite inteira ou quase.
Esse negócio de dormir mal a noite me consumia (já escrevi vários posts sobre isso aqui no blog), então, quando ele tinha 4 meses alguém me indicou o livro: NANA NENÊ, um livro fino e muito gostoso de se ler, quando terminei a leitura, me senti uma idiota, por não fazer coisas tão simples e básicas para dar qualidade ao sono do meu filho, uma dica preciosa deste livro: Mantenha uma rotina rígida com seu bebê, principalmente a noite, o mesmo ambiente, mesmas músicas, banho, pouca luz, pouco barulho e etc.. Quando botei em prática o que o livro dizia, meu bebê passou a dormir muitas horas a mais na madrugada.
Na volta da licença-maternidade, eu me sentia angustiada, triste, infeliz e culpada, procurava algo para me confortar daquela dor, procurando no google, encontrei um livro chamado MÃES EQUILIBRISTAS e rapidamente o comprei pela internet, a expectativa foi maior do que a realidade pós-leitura, simplesmente porque eu acreditava que existia dentro do livro uma receita mágica que fizesse minha culpa e minha tristeza irem embora, não existe livro ou receita que faça isso, mas o livro foi bom, pois conta a experiência que muitas outras mães tiveram em deixar seus filhos em casa para voltar ao trabalho, continuei triste, mas não me senti mais sozinha.
Quando meu pequeno bebe se tornou um pequeno menino, levado e bagunceiro, por volta dos 2 anos, comprei aquele livro da babá famosa, SUPER NANNY, comprei o livro da babá inglesa Joanne Frost de capa vermelha, ela coloca no livro, tudo que ensina no programa (em alguns canais da TV à cabo), o castigo dá super certo aqui em casa, outra coisa que ela ensina muito bem é fazer com que a criança durma a noite toda em seu quarto, sabe aquela história de levar MIL VEZES de volta pro quarto dela? Sim eu fiz, me acabei algumas noites pra ter noites tranquilas agora.
Peguei emprestado da minha irmã o livro CRIANDO MENINOS e adorei, é livro pra vida toda, hoje vejo Mauricio com quase 4 anos e me lembro de algumas partes do livro que citam exatamente o comportamento atual dele.
Ganhei da minha irmã o livro CRIANDO MENINAS quando estava grávida da Valentina, outra ótima leitura que vale para uma vida toda.
Enfim, livros não são a receita para uma vida sem problemas, eles são um auxílio para aqueles momentos em que nos encontramos sozinhas com nossas dúvidas e angústias.
Escolha um bom livro para qualquer fase de sua vida e tenha uma ótima leitura.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Competitividade materna

Quando eu não era mãe, achava o mundo corporativo SUPER COMPETITIVO, vivia estressada, rangia os dentes a noite, ficava pensando naquele cliente que queria cancelar o contrato, naquela chata que queria tomar o meu lugar na empresa, no meu chefe que pegava no meu pé, no salário, no concorrente...

Só quando me tornei mãe, conheci realmente o mundo competitivo, aliás, infelizmente, competição é o que move a maioria das mulheres, diferentemente dos homens que se aliam, elas ou melhor, nós, nos engalfinhamos com uma facilidade enorme.
Já na maternidade, naquela sala onde ficamos nos recuperando da anestesia, eu ouvia umas chatas se gabando: meu filho nasceu com 4 kg e 51 cm e o seu? Aí outra chata: O meu com 3,5kg e 52cm, grande né? Eu fiquei quietinha, fingindo estar dormindo, só pra não ter que falar que o meu nasceu com 2,4kg e 44cm, aliás, os meus dois com estas medidas e peso.

Na maternidade ainda, tem umas que ficam andando pelo corredor pra... (bem vcs sabem porque nós temos que ficar andando depois de ganhar o bebe), enfim, quando encontram outra no caminho já perguntam: Conseguiu dar o peito? Tem leite?

Toda mãe quer ser boa demais, quer dar o melhor pro seu filho, quer fazer tudo ao mesmo e claro, quer contar para o mundo que consegue, que faz, e que é boa mesmo.

Nessa de ser boa demais, não pode aparecer outra tão boa quanto.
Imagina! Eu me esforço tanto...
Então ela usa sua arma secreta: O FILHO
Sim, se essa aí está achando que é tão boa como eu, agora vou mostrar como meu filho é melhor que o dela, quer ver só??

Meu filho come brócolis, adoraaaa. O seu não? (E faz aquela cara de dó ainda)
Meu filho já anda de bicicleta, o seu não?
Ele andou com 9 meses e o seu?
Ele dorme a noite toda desde que nasceu.
Ele vira e desvira, já fica em pé no berço. É que eu estimulo né.
Ele nada, ele corre, ela chama mamãe, ele tirou 10 em montar blocos, a professora do berçário que me falou...
Ele já sabe a letra do nome, ele canta, anda de patins.
Ele não come doces, detesta.
Ele já conta até 10 em inglês...

PIOR quando a criança cresce e ela usa a arma em público: Vai filho, mostra pra tia que você já canta o hino nacional todinho.
Vai filha, dança filha, dança pra tia ver (sem música nenhuma no fundo)
Filhinho, mostra pra tia que você come pepino, garçommm, ei garçom, tem uma fatia de pepino por favor (no meio da padaria).

Gente, que mulherada chata!
Já encontrei várias assim no caminho, na padaria, na escola, no parque.
Jamais me contagiei com a turma das competidoras vorazes, quando vem com o papo do meu filho já faz isso e aquilo, não desacredito, aliás, muitas vezes fico realmente espantada com a capacidade que algumas crianças tem de aprender, assimilar as coisas, até mesmo na arte de serem carismáticas, desinibidas, dadas...

Já devo ter tido os meus momentos circenses também, mas só quando a plateia pede né.
Não falo aqui de mostrar coisinhas fofas que nossos "orgulhinhos" fazem, falo daquelas chatas que falam de propósito, comparando-os, pra nos deixar propositalmente pra baixo.
Daquelas que tem o gosto da competição.
O mais importante é não se contagiar e dar um chega pra lá de mansinho e com classe nas mães competidoras que marcam os terrenos por aí.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Diferença entre o primeiro e segundo filho


Antes de ter o primeiro filho, eu ouvia mil e uma dicas sobre como tratar a criança, o que fazer, que tipo de mãe é uma boa mãe e que tipo é má, enfim, absurdos, teorias sem fundamento e algumas poucas verdades.
Tentei fazer tudo certo e fiz muita coisa errada, uma delas era fazer o Mauricio dormir no meu colo ou na cama comigo, tão gostosinho aquele bebe rechonchudo no meu colinho ou abraçadinho em mim na cama, tanto fiz que até 2 anos ele só dormia se fosse na minha cama e depois o levavamos para o quarto onde ele dormiria a noite toda, pelo menos isso.
Quando engravidei da Valentina me toquei que em menos de 2 anos, já havia me esquecido muitas coisas, as boas e as ruins, mas graças a nossa querida internet, voltei a procurar tudo sobre bebes novamente, horarios de mamadas, como fazer dormir e etc...
Percebi que os filhos são iguais, diferente do que todo mundo dizia: Se um é danado o outro será bonzinho, se um é chorão o outro será calado, se um é bonito o outro será feio rsrs.
Quem mudou fui eu, como mãe do Mauricio eu era insegura, imatura e muito medrosa, morria de medo de machuca-lo, de que ele ficasse doente, de deixa-lo sozinho enquanto eu ia no banheiro escovar os dentes, mesmo naquela cadeirinha que tem cinto de segurança própria para bebes, eu ia ao banheiro e o levava comigo.
Como mae da Valentina me senti muito mais preparada, mais segura, até os chorinhos consegui identificar mais fácil, o choro de sono, o choro de fome e as cólicas.
Os dois me deram muito trabalho até o quarto mês, acordavam muito, de 2 em 2 horas de noite e dia, para mamar e eu só mantive o leite materno até o quarto mês, mesmo nessa batida maluca sem dormir, fiz exatamente igual, me matei até o quarto mês e depois entrei com NAN e papinhas.
Mauricio acordou de madrugada até o 9o. mes para mamar. Dormia as 21hs, acordava as 3hs para mamar e depois as 7hs, só quando o pediatra disse que nove meses já era demais e eu deveria deixa-lo chorar é que tive coragem de fazer isso.
Valentina no mesmo caminho do irmão, dorme as 21hs, acorda 3h30 para mamar e depois 7h30, com 6 meses e meio e eu nem penso em parar as mamadas da madrugada por enquanto.
Claro que ouço muitas mães se gabando de seus bebes que dormem a noite toda desde que nasceram, acho ótimo, sinto inveja e antes me cobrava muito por isso.
Hoje sei que cada mãe é diferente e cada filho também.
O mais importante é se sentir bem com a sua rotina e ter filhos saudáveis e felizes.